Resenhas Críticas

Papagaio Marujo

20 de julho de 2018

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Papagaio Marujo

                                                                                      

“Quando éramos crianças, meu irmão pediu uma maritaca de presente e minha avó arrumou um papagaio do mangue, colocamos o nome nele de Marujo. Com o tempo meu irmão não deu mais confiança para o papagaio, eu que não estava muito afim de ter o bichinho em casa, me apaixonei. Ele não era legalizado.

Veio ainda bebê e não sabíamos o que dar para ele comer. A pessoa de quem minha avó comprou falou para dar pão com leite e assim fizemos. Nessa época (década de 90) internet praticamente não existia.

Passados alguns dias, o bichinho não quis mais comer. Procuramos um veterinário qualquer (Não sabíamos que tinha especialista em aves) ele disse q o bicho estava estressado com a mudança de local e mandou a gente mudar ele de gaiola e dar ração de crescimento para pintinho, molhada na água como alimento para o papagaio.

Depois q ele começou a comer sozinho, ele comia todo tipo de porcaria: Biscoito, girassol, amendoim, queijo, pipoca feita com óleo, etc.

Com o passar dos anos ele ficou muito obeso e adoeceu. Além disso ele gritava muito, o dia inteiro, chegava a ser insuportável. Chamamos o mesmo veterinário e ele nos disse que não podia fazer nada pelo bicho e q ele não tinha muito tempo de vida. Nisso eu enlouqueci e comecei a ligar para várias clínicas veterinárias foi assim que eu descobri que vários veterinários não atendiam aves.

Com muita sorte, uma das clínicas me indicou um veterinário que era especialista em aves. Marquei um horário com urgência. Levei o Marujo e com vários exames descobri que o Marujo era fêmea. Ela estava com Hipertireoidismo, obesa, e com câncer no ovário.

Fez uma cirurgia retirou parte do tumor. E foi assim, da pior maneira possível que eu fui aprendendo a como cuidar corretamente de uma ave. Ela ainda viveu durante um ano e meio até que o tumor voltou a crescer e ela sentia muita dor e se mutilou durante a noite, mas não morreu. A levei correndo para o veterinário novamente, mas ele não conseguiu fazer quase nada pela ave dessa vez e ela veio a óbito com 12 anos e meio.

                                                                             

Passados quase 9 anos da morte do Marujo, caiu na minha casa uma ararinha maracanã. Ela estava a arrancar as próprias penas. Procurei o veterinário especialista para ver se eu podia fazer algo para ajudar aquela ave. Ele disse que eu poderia cuidar, mas não iria conseguir registrar e por isso era melhor entregar a ave ao IBAMA e assim eu fiz.

                                                                         

O veterinário me mostrou que havia como conseguir uma ave legalizada, me explicou o que eu tinha que fazer e assim eu consegui a Carlota (uma fêmea de papagaio verdadeiro, atualmente com 1 ano e 9 meses que “fala pelos cotovelos” desde os 6 meses) um ano depois consegui o Fred (um macho de papagaio verdadeiro q hoje está com 9 meses e falar não é muito a praia dele).

                                                                              

M.V Rômulo Castro

Clinica Zoovet

Rua Belo Horizonte, 308

Paianeiras – Juiz de Fora/MG

 

 

 

 

 

Definitivamente, eles não combinam se deixar junto um vai acabar matando ou ferindo gravemente o outro. Apesar de não combinarem, eles tomam banho de sol regularmente, visitam o veterinário especialista periodicamente, e comem uma dieta super equilibrada (própria para aves – Ração estrusada da Nutrópica todos os dias, e variando nos legumes, verduras e frutas como: couve, jiló, galhinhos de hortelã e manjericão, vagem, ervilha, milho verde, abóbora, cenoura, maçã, banana, mamão, quiabo, acerola, jabuticaba, pinhão, mexerica entre outros.

                                                                           

Além disso eles possuem vários brinquedos de madeira para brincar, galhos para escalar e não possuem problemas comportamentais como a gritaria constante ou arrancamento das penas. (Danielli Videira)”

 Este depoimento retrata bem a situação de diversos papagaios pelo mundo, e também nos deixa uma importante lição: Alguns aprendem a forma certa de cuidar pela dor, atravessando tempos difíceis de doenças, problemas comportamentais ou óbitos de seus pets, outros, aprendem pelo exemplo, pela busca de informação, pelo estudo e ajuda de especialistas e pessoas mais experientes. Não deixe de acompanhar nossos canais, ler os posts, assistir e participar das lives, são  meios e oportunidades de troca de experiência e enriquecimento.

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